Coração Negro

Ficwriter: Ayla Pupo
Harry Potter - angst, drama, tragédia - darkfic
15 anos - violência sexual - completa


FF-Sol 100 Temas- Desafio Miss Sunshine 2010

Tema: Negro

Coração Negro

 

 

O barulho do Salão Principal de Hogwarts enchia-lhe os ouvidos, porém nada podia escutar: tudo o que entrava por um lado saia pelo outro, sem que Ursula pudesse processar corretamente as informações. Sua mente, ocupada, tinha como único foco uma mancha negra que se esgueirava entre as mesas das casas e ia juntar-se aos demais professores.

     Suspirou de modo sonoro, triste e amargo. Desviou o olhar da capa negra do professor que esvoaçava conforme os movimentos que o homem fazia ao se sentar. Encarou a comida em seu prato, intocada, fria e sem sabor, e franziu o cenho com certo nojo. Fazia três dias que Ursula mal conseguia comer e sentia-se enjoada e fraca. Ficava cada vez mais pálida, deixando sua pele alva ainda mais branca.

     Voltou a encarar o professor. Snape talvez nem pudesse ser chamado assim: era mais um vulto que um homem, sempre coberto do pescoço aos pés com aquela vestimenta negra e sempre escondendo o rosto com os cabelos escuros e exageradamente lisos. Sentiu asco. Era como se visse a si mesma refletida na imagem obscura do professor: um vulto solitário, mal-humorado e silencioso. Exatamente como ela se tornara, embora nem sempre tenha sido daquele jeito. Continuou a olhar para Snape... não conseguiu evitar o ódio, conforme Ursula sentia dificuldade em fazer o ar entrar nos pulmões. Observava a mancha negra saboreando a comida como ela não fazia há dias... percebeu a frieza que emanava e a calma com que mexia nos talheres e levava a comida à boca. Ardeu de raiva... O homem não emitia culpa nem remorso... Ou não os sentia em absoluto ou sabia escondê-los de modo perfurante.

     Sem desviar a atenção do semblante repulsivo do professor, Ursula segurou o choro. A dor e a vergonha escondidas invadiam-lhe o peito. Um arrepio sacudiu seu corpo, e o coração doeu de tristeza. Pensava nisso quando se assustou ao perceber que o vulto negro de Snape encarava-lhe profundamente. Sem sorrisos, sem piedade. Perfurando-a com os olhos cheios de aversão, embora transmitissem um desejo ofensivo. Ursula, hipnotizada e temerosa, sentiu o coração quase saltar da boca; levantou-se depressa e saiu do refeitório.

__________________________________________________________________ 

     Nos aposentos da Sala Comunal, Ursula afagou os cabelos negros. Não tinha ânimo para cuidar dos cachos, que agora caiam sem brilho sobre seu rosto. Os cabelos compridos estavam bagunçados, mortos, refletindo como sua alma haveria de estar. Sentada em frente a uma janela, encarava o negro da noite e, sem luz ao redor, era envolta por uma escuridão atormentadora.

     Sozinha, perdeu as forças, caindo num choro profundo, porém silencioso e envergonhado. Lembrou-se tristemente dos tempos em que caminhava com o rosto levantado pelos corredores da escola. Brilhante, bonita, ousada... Ursula havia perdido seus dias de glória, sua beleza se esvaíra, sua inteligência a abandonara, deixando-a incapaz de procurar por uma saída, e sua ousadia escondera-se por ter sido a principal culpada por seu estado miserável. Não passava agora de uma pobre infeliz sob as garras de um tirano de alma obscura. Não conseguia entender como acontecera tudo aquilo; sua independência, força e opinião serviriam para espantar e intimidar homens rudes, frios e cheios de autoridade, não enfeitiçá-los. Caíra em sua própria armadilha, porque agora, mais do que nunca, submetia-se à ruína provocada pelo mal que sempre tentara vencer: os homens.

__________________________________________________________________

     Snape terminava seu jantar com calma e indiferença. A garota havia saído há pouco do Salão Principal; parecia atormentada, indefesa... cheia de ódio. Contudo, o professor sabia que, por mais que Ursula sentisse-se perturbada, tal sensação era infinitamente menor que a que ele mesmo sentia. Terminou sua sopa, colocando de lado os talheres e percebendo um certo tremor invadir-lhe as mãos. Tratou de escondê-las, temeroso de que alguém tivesse percebido seu desequilíbrio. Embora transmitisse poder, firmeza e uma frieza rígida, o mestre das poções sentia seu interior desmoronar em dúvidas, desespero e numa espécie de remorso.

     Levantou-se vagarosamente. Não queria perder mais tempo naquele lugar repleto de pessoas desinteressantes. O que chamava por sua atenção e, por que não dizer, por seu corpo, encontrava-se bem longe dali.

     Saindo do salão, Snape começou a subir as escadas, indo para a torre da Grifinória. Caminhava devagar... o jantar havia começado há pouco, portanto nenhum estudante inconveniente poderia atrapalhar-lhe. Subia, passando por quadros que não notavam sua presença sorrateira e camuflada pelo negrume de sua capa. Pensava. O peito pesava... sentia olhos lhe encarando, cheios de reprovação e repulsa. Puxou para cima o colarinho do casaco, escondendo a pele alva, única claridade em seu vulto negro e esvoaçante. Sabia que o que fazia era errado... era humilhante, vergonhoso, digno de asco. Odiava Ursula. A grifinória do inferno havia lhe enfeitiçado de alguma forma, utilizando artimanhas que não continham ingredientes, não usavam varinhas ou necessitavam de palavras. Ursula fizera-o esquecer tudo o que lhe era mais marcante: Snape deixara de lado o orgulho, a dignidade de não se envolver com alunos por ser um professor, e, o mais importante, a garota fizera com que o professor odiasse a si mesmo mais do que já o fizera a vida inteira. A aluna o tornara um monstro maior, e por isso Snape a odiava tão intensamente: Ursula era sensual, confiante e, durante os sete anos em que estivera na escola, desafiara o professor inúmeras vezes, deixando-o, constantemente, sem palavras e entorpecido. Severus Snape havia sido dominado pela repulsa, fazendo com que o ódio se transformasse em desejo, puro desejo, de maneira desonrosa, humilhante. Snape descobrira que só seria capaz de subjugar Ursula com seu corpo, fazendo dela uma garota indefesa, miserável e incompetente.

     Sentia raiva de si mesmo, e, conforme andava, apertava os braços, enfiando as unhas no pano grosso, procurando ferir-se. Sabia que não era sua culpa, que a aluna maldita havia lhe encantado e que, portanto, ela própria era a responsável pelo que acontecia, porém era incapaz de deixar de lado o remorso, tendo a consciência de que era um fraco, um tolo, um monstro. Não passava de um vulto negro que vagava pelo mar da angústia, descontando a dor na pele alva de Ursula, a garota mais forte que conhecera.

     Parou de caminhar quando percebeu à sua frente o quadro da Mulher Gorda. Olhou para o alto, procurando pelo céu que se estendia além das janelas. O firmamento não possuía luz... e, encarando-o temeroso, Snape percebeu a alma negra fundindo-se com a escuridão da noite. Não haveria perdão ao seu espírito... era um fracassado, um tolo desesperado, um homem que não soubera dominar os instintos e que agora caia, corrompido e maculado, em direção ao inferno que atormentava seu coração. E ele haveria de dividir tal inferno com ela... a maldita que lhe perfurava o sossego.

     Em palavras baixas e objetivas, o professor encarou o quadro e pronunciou a senha. Quando a figura abriu-se, revelou uma fenda na parede, porta para a casa do leão. Passando, foi parar nos aposentos da Grifinória e, silencioso, procurou ao redor. Lá no canto, próxima a uma janela, encontrava-se a garota mais bela que conhecera e que já tivera a capacidade de tocar. A grifinória mais estúpida a quem tivera o prazer de ofender. Ursula não ouviu-o entrar, tão entretida estava em seu choro intenso, porém, quando o mestre das poções retirou a varinha de dentro da capa, a garota pôde perceber o farfalhar do pano negro. Olhou para cima, mas, antes que pudesse sequer pensar em defesa, sentiu o coração palpitar demasiadamente forte e, prendendo a respiração, veio ao chão quando o professor pronunciou um sonoro “Imobullus !”.

     Estática, presa a cordas invisíveis, Ursula encontrava-se de rosto no chão. Não poderia acreditar... o maldito homem procurava-a até mesmo em seus aposentos, onde deveria estar segura, longe das detenções. Respirava descompassadamente e olhava para seu carcereiro: este também encontrava-se imóvel, com o rosto duro, amargo, transbordando ódio; Ursula sentia que Snape poderia matá-la com aquele olhar tão cheio de repulsa, tão intensa era a aura negra ao seu redor. Era um homem cruel... nunca pensara que um dia pudesse conhecer um ser humano tão desumano. Já não chorava mais. Pensava no que Snape poderia lhe fazer. E sentiu muito medo... embora o professor a humilhasse intensamente ao observar sua pálida nudez, ao passar os dedos em algumas partes de seu corpo e ao beijar-lhe forçadamente os lábios, ele nunca passara disso, nunca demonstrara intenção real de invadir-lhe ainda mais profundamente a carne e o íntimo, de rasgar-lhe definitivamente a dignidade e a honra. Mas agora temia, porque jamais pudera sentir de maneira tão palpável a aura negra e repleta de demônios de Snape. Aquele homem ali, apenas parado em sua frente, provocava-lhe mais temor do que já o fizera durante todas as sessões de tortura que reservava para a grifinória nas obscuras masmorras.

     O professor pensava. Estava onde queria estar, fizera o que deveria fazer, mas não sabia qual seria o próximo passo. As lágrimas secas acentuavam ainda mais a cor mel da íris dela. Encarou-a também... ainda que demonstrasse muita calma, Snape sentia em seu peito o maior turbilhão que enfrentara em toda sua vida miserável. Queria aquela garota... desejava-a mais que qualquer outra coisa que pudesse se recordar. Ansiava por tocar sua pele, ferindo-a com as unhas... pedia por seus cabelos, puxando-os com os dedos... queria sentir seu cheiro, tapando-lhe a boca para evitar escândalos. Queria humilhá-la para sentir-se menos culpado, ainda que isso não fizesse sentido. E a odiou... tão intensamente que, franzindo o cenho, apertou os dentes e cerrou os punhos. Queria Ursula morta !!! Aquela grifinória mexia com sua cabeça, estragava-lhe o bom senso, destruía sua sabedoria. Snape torva-se cada vez menos humano. Parecia-se mais com um vulto negro, composto por ódio, desejo, e lamúria. Precisava macular aquele rosto tão cheio de vivacidade, tão repleto de coragem e ousadia. Ursula precisava pagar um preço alto por ter batido de peito com o professor. Não tinha esse direito... Merecia a dor, era digna de asco.

     Desviou o olhar, levando inconscientemente a mão à testa. A frieza de seus movimentos começou a morrer, conforme Snape perdia o ritmo calmo de sua respiração. Agora parecia ansioso, como se procurasse por alguma resposta no negrume do céu da noite que se estendia na janela. Ursula, ainda presa e dominada pelo medo, estranhou aquela súbita mudança no professor, que, sempre grotescamente desumano, nunca demonstrara qualquer sinal de vacilo ou hesitação. Porém, antes que pudesse se perguntar o porquê daquela inesperada reação, assustou-se com o movimento brusco do vulto negro, que segurou-a firmemente pelos braços e colocou-a sentada à poltrona de onde caíra com a chegada do professor.

     Snape agachou-se em frente à Ursula. Transtornado, observou atentamente os traços de sua face. A garota estava feia... as bochechas manchadas de choro tiravam-lhe a cor rosada, os cabelos desalinhados não caiam bem no contorno de seu rosto, o olhar aflito não transmitia mais coragem e caia temeroso. Elevou a mão e segurou seu queixo, roçando os dedos frios em sua pele alva. Não fazia mais o menor sentido. A grifinória não possuía mais força alguma, havia definitivamente perdido o brilho e, pouco a pouco, transformava-se em um vulto negro como ele próprio. Sem perceber, Snape soltou um riso fraco, breve e rouco, enquanto sentia o peito aliviar-se. Seu objetivo havia, afinal, sido cumprido. Percebeu que não havia mais a necessidade de avançar, de satisfazer o seu desejo. A garota, tão destruída e com o olhar cheio de pavor, estava morta, sua alma havia se enegrecido de maneira irreversível e, por isso, Snape sentiu todo aquele ódio e asco esvaírem-se lentamente de seu coração podre. Agradeceu mentalmente, enquanto apertava os lábios e procurava não deixar uma lágrima trêmula descer por sua face. A garota havia sofrido de tal forma que o professor não teria de possuir seu corpo por completo para destruí-la... Finalmente, Snape pôde livrar-se de toda aquela angústia, porque não mais queria a garota: não tinha o menor interesse por uma morta.

     Levantou-se cambaleante. O remorso e a culpa que há pouco dominavam o seu peito aquietaram, permitindo que o professor respirasse mais calmamente. Contudo, todas as humilhações que causara à Ursula permaneceriam eternamente em sua memória, assim como a certeza de que ele nunca seria nada além de um tolo porco, incompetente, um homem levado por seus instintos. A garota o havia transformado em demônio e, agora, tornava-se um demônio também: ambos seguiriam seus caminhos com as almas tão negras quanto o ponto mais obscuro do inferno, e jamais se esqueceriam daqueles dias cheios de ódio.

     Ursula observou seu agressor virando-se de costas, logo depois que o mesmo procurou por sua varinha em suas vestes. Snape caminhou até a janela e jogou o objeto de madeira noite afora, indo para a porta. Não conseguia entender. O professor estava prestes a lhe cortar, sabia disso ao encarar os olhos negros e doentios de Snape. Mas agora ele saia, em silêncio, sem humilhar sua carne mais uma vez. Ficou aflita, confusa, aliviada e, estranhamente, infeliz. Esperava pelo pior... tinha a certeza de que Snape a dominaria de vez naquela noite e, para tanto, havia preparado sua mente e coração naqueles breves minutos. Mas, agora, todo aquele preparo ia por água abaixo. Será que o maldito planejava-lhe algo pior? Talvez tivesse desistido por temer que alguém voltasse para a casa do leão e provavelmente tentaria novamente outra noite, ainda mais raivoso por não ter tido a oportunidade de ferir-lhe quando quis. Mas logo lembrou-se do estranho olhar do mestre das poções, repleto de alívio e exaustão. Aquilo contrastava muito com o ódio que ele emanava ao chegar à sala comunal. E agora via-o indo para longe em passos decididos. Snape parou em frente à saída e, apontando a varinha para Ursula, murmurou um feitiço, permitindo que a garota relaxasse o corpo depois da rigidez. E, lançando um último olhar à grifinória, deixou-a sozinha e completamente incrédula.

 __________________________________________________________________

     Deitado em sua cama, Snape observava sem atenção a parede rústica de seus aposentos. Seu peito estava cansado, sua alma torva-se ainda mais amarga. Os olhos negros piscaram com sono... precisava descansar, recuperar-se para o dia de amanhã. E levantaria mais leve, já que o todo o ódio pungente que estourava seu coração havia murchado, deixando apenas o peso do remorso e da culpa que, embora também terríveis, eram, ao menos, mais fáceis de carregar. Sentindo o vento noturno roçar em seu rosto, adormeceu.

__________________________________________________________________

     Ursula abriu a porta pesada à sua frente. Estranhou ao perceber que os aposentos de Snape não possuíam proteção mágica contra as artimanhas dos trouxas pra arrombar uma porta. Talvez a proteção fosse apenas contra feitiços, mas, já que ela estava sem a varinha, teria de se virar como podia. Olhou ao redor: uma sala gélida e sem vida, repleta de prateleiras; uma enorme mesa forrada de papéis encontrava-se no centro do ambiente e, ao canto, um caldeirão fumegava alguma poção; ao fundo, uma segunda porta, semi-aberta, provavelmente daria no ninho particular do próprio demônio.

     Adentrou vagarosamente. Perto da porta, havia a grande cama do professor, que encontrava-se deitado, envolto em grossas cobertas, de costas para a entrada do quarto. Parou por um momento, observando o sono tranqüilo do maldito... aos poucos, sentiu o peito inflar-se, mais uma vez, de ódio. Há dias que não dormia, atormentada por pensamentos sombrios, e ali estava, sonhando como um anjo, o maior filho-da-puta que já tivera o desprazer de conhecer. Caminhou sobre as pontas dos pés, indo até o lado da cama onde estava o rosto de Snape. Agachou-se ao seu lado, observando o rosto macilento do homem, semi-escondido por uma camada oleosa de cabelo. Franziu o cenho e, tentando ao máximo não fazer barulho, começou a chorar. Sentiu vontade de cuspir naquele semblante hediondo, mas tal feito acabaria por despertar o desgraçado e controlou-se. Sentiu calafrios... desejava tão intensamente aquele momento que não conseguiria mudar de idéia, mas algo em seu interior gritava e lhe pedia por sabedoria. Ursula ouvia o seu peito pedir que fosse embora, dizendo-lhe que ela não deveria tornar-se um monstro como Snape. Porém, a alma da grifinória, já negra, não enxergava luz e clamava por vingança.

     Ainda agachada, Ursula, sem pensar duas vezes, retirou de dentro das vestes um facão de caça, roubado de um colega trouxa. A arma era grande, afiada, e servia para abater animais... bichos bestiais como aquele que dormia na cama. Em um único movimento, passou a lâmina afiada de um lado a outro do pescoço do professor. O sangue jorrou em seu rosto, escorreu para o cobertor e tingiu o chão de vermelho. Porém o professor sequer se moveu... não abriu os olhos para encarar sua assassina, não demonstrou dor ou aflição. Morria sem lutar, sentia a alma negra e pútrida abandonando o corpo através do incessante derramar de sangue. Ursula jogou-se ao chão, não mais contendo o choro intenso, amargo e asfixiante. Lançou a arma para longe, sentindo as mãos tremerem violentamente. Esse era seu fim. Mas havia de levar junto o homem que a puxara para o inferno. Não aceitaria ter o coração morto sem que pudesse levar junto o coração negro daquele homem impiedoso e cruel.

     E ali ficou durante horas... encarando tristemente os olhos cerrados de Snape. Um fim amargo para um homem brilhante e para uma garota que tinha grandes planos para o futuro... O mundo se fechava à sua volta. As paredes diminuíam, o aposento desmoronava em sua cabeça. Não conseguia imaginar sua vida como dádiva dali para frente, mas uma prisão que a ligava às más lembranças. Infelicidade, lamúria, terror. Então, de olhar perdido, Ursula sentiu o coração negro palpitando cada vez mais devagar, até o ponto em que, durante um último suspirar, pendeu o pescoço sem vida. Os olhos morreram abertos, ainda observando o mestre das poções. Duas almas negras apodreciam naquele lugar, agora encoberto de ódio e pesar. Tais almas jamais seriam perdoadas. Tais corações nunca voltariam a ver a luz. O desespero de seus pecados ia embora junto com a noite, fundindo-se ao céu negro que se estendia lá fora.

__________________________________________________________________

 

N.A.: Agradeço imensamente às pessoas que leram e agradeço, principalmente, à Naru, que betou a minha fic e que teve o enorme trabalho de diminuir as palavras até caber no limite máximo de 3000 palavras ! Naru, você fez um excelente trabalho, fiquei impressionada *-* ! Eu tava perdida sem você ! Obrigada !

 

 

















Comentar Este Texto VIA FF-SOL
 

 

 

 


Esta página faz parte do site FF-SOL